HISTÓRIAS
Atomic Mercy
Fotografia Autoral com IA - 2025
E se os céus, rasgados por sirenes e mísseis, explodissem em cor ao invés de sangue? Se cada ataque fosse uma festa não de vitória, mas de vida? O barulho ensurdecedor não viria da guerra, mas de risos. Ao invés de destroços,
ruas cobertas de papel picado, dançando no vento como uma criança livre
Israel e Irã não disputariam a supremacia bélicas
de destruição em massa, mas quem consegue construir
a pipa mais alta.
Palestina não enterraria seus filhos, mas os envolveria
em serpentinas coloridas que dizem:
‘’Minha vida importa”.
A Ucrânia não contaria tanques contaria quantas diferentes cores brotam dos escombros que nunca
foram.
Mas esse mundo seria uma contradição. Porque para haver
confete, é preciso haver celebração.
E celebre - se o quê, se o homem, ainda escolhe a pólvora em vez da poesia?
A guerra não é só o que destrói é o que impede de nascer.
E se o próximo impacto não fosse de chumbo, mas de compaixão? Se os céus tão acostumados ao barulho da guerra se abrisse para lançar esperança?

